Resenha: A Caminho do Altar


A Caminho do Altar- série Os Bridgertons- vol 8
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
320 páginas

De todos os Bridgertons, Gregory definitivamente é o rapaz mais romântico da família. Antes de ler o último livro, eu achava que esse posto era do Benedict do volume três- Um Perfeito Cavalheiro- mas Gregory conseguiu me convencer (risos). O irmão caçula - dos homens- da família Bridgerton está à procura de seu grande amor. Ao contrário de outros homens de sua idade, Gregory sempre acreditou que quando visse a mulher ideal, saberia que ela seria a mulher de sua vida, que teria encontrado seu verdadeiro amor e que seria com ela que se casaria, e foi realmente assim que aconteceu quando ele pôs os olhos a primeira vez em Hermione Watson- na verdade foi mais ou menos assim que aconteceu.


“Criaturas misteriosas, as mulheres. Se elas ao menos aprendessem a dizer o que pensam, o mundo seria um lugar muito mais simples.”- pg. 21

Ele, de fato, se apaixonou, porém a situação com Hermione se torna um tanto complicada. Sua amada já está apaixonada por outro homem.
A melhor amiga de Hermione, Lady Lucinda, assim que nota o interesse de Gregory tenta alertá-lo - afinal ela já havia presenciado milhares de corações destroçados de outros jovens devido a rejeição de sua amiga-, entretanto, ele não desiste e insiste em tentar conquistá-la. Vendo a determinação de Gregory e achando ele um ótimo partido, Lucy tenta ajudá-lo e ao mesmo tempo salvar sua amiga de um futuro que ela considera  desastroso, afinal, o homem que Hermione se apaixona é de longe um bom partido e sua família jamais aprovaria. Entretanto, devido a alguns contratempos, Lucy começa a se apaixonar por Gregory, e é aí que a história fica mais interessante.

“Bem, que o senhor...que o senhor...é muito melhor do que os outros. Não sei porque ela não consegue ver isso. É bastante óbvio pra mim.”- pg. 71


Lady Lucinda é uma mulher muito organizada, prática, sensata e correta. Uma jovem bonita, mas não tão bonita quando estava ao lado de Hermione, afinal sua amiga sempre a ofuscava por ser uma jovem com uma beleza exuberante. Quando algum homem se aproximava das duas, era com Hermione que ele queria conversar, entretanto isso nunca incomodou Lucy, na verdade, acredito que ela já estava conformada com essa situação e também amava muito sua amiga ao ponto de jamais sentir inveja dela. Lucy me lembrou bastante a Kate do volume dois- O Visconde que Me Amava- e talvez por isso gostei tanto dela, afinal Kate é uma das minhas personagens favoritas da série. Eu achei Lucy muito mais interessante do que Hermione,- a primeira possui uma personalidade autêntica e divertida, apesar de ser séria e toda certinha, já a segunda parecia que sabia o que queria, mas depois toma umas decisões um tanto confusas- portanto, quando a história para de girar em torno da amiga  e começa a focar mais em Lucy fica muito mais empolgante. Lady Lucinda, ao contrário de outras jovens, já tem seu futuro traçado, pois já está praticamente noiva.  Na verdade, um casamento arranjado pelo seu tio. Até então isso nunca havia sido um problema, ela conseguia lidar com isso como se fosse a coisa mais normal e o certo a se fazer, até conhecer Gregory e o amor abalar suas decisões e sua vida. De princípio ela parece ser  um pouco covarde, mas isso é devido a sua dificuldade em se desgarrar das regras da sociedade para ir em busca de sua felicidade, entretanto, se não fosse pelo seu tio ela até conseguiria superar isso, porém há conflitos na trama que a fazem tomar atitudes até contra sua vontade.

“Não seria bom fazer algo só porque queria,e não porque era esperado?”- pg. 99

Essa história foi a mais emocionante de toda série, o início da leitura por si só já te deixa com o coração na mão. Isso porque o romance começa no clímax da história, e depois pula para dois meses antes para o leitor entender o que aconteceu para chegar naquele ponto. Isso deixa uma enorme curiosidade e expectativa em todo o desenrolar da trama,- eu, curiosa como sou, amo essas estratégias. É uma história que nos mostra que nem tudo é como esperamos, e mesmo que idealizamos algo não quer dizer que ela vá acontecer como planejamos. Às vezes as coisas estão na nossa frente e a gente nem sequer nota.  



“Ele olhava para ela como se pudesse ver até sua alma, e não era nem um pouco esquisito. Na verdade, era estranhamente...bom.”- pg. 56

Gregory, no início da trama, era um rapaz que tinha tudo que queria, porém a vida mostra que não é bem assim que as coisas funcionam e aos poucos ele entende o que significava lutar pelo que acredita e ama. Outro ponto que achei interessante é o fato de, por ele ser o mais novo, achar que devia se provar perante seus irmãos mais velhos. Portanto, ao longo da história conhecemos um Gregory que vai crescendo e amadurecendo em suas escolhas e atitudes.

Assim como Hyacinth, considero Gregory mais ousado que seus irmãos. Para alcançar o seu amor ele é capaz de ir contra todos os cânones da sociedade, e essa é uma característica forte dessa história e o que me deixou bastante apreensiva. A questão da imagem sempre foi algo precioso em toda série, e enquanto Lucy pensa em seguir a vida conforme a sociedade acredita ser correto, Gregory se foca em conseguir conquistar a mulher que tanto ama e a ter ao seu lado, custe o que custar.


Essa história mexeu com minhas emoções, fiquei apreensiva, irritada, dei gargalhadas, chorei,  e fiquei com aquele sorriso bobo e apaixonado, suspirando pelos cantos, assim como fiz em todos os outros volumes dos Bridgertons. Não tem como negar o quanto amo essa série e posso ser suspeita em dizer isso, mas se eu pudesse resumir o que achei desse livro eu diria que Julia Quinn fechou com chave de ouro.

Eloise G.F


2 comentários

  1. Confesso que ao ler sua resenha, toda a história voltou com tudo em minha memória. Lembro que quando li, fiquei bastante irritada com o Gregory e com a Hermione, que depois se mostrou bem confusa (não sabendo quais os sentimentos que tinha e que começava a ter, sério, deu vontade de voar em cima dela, porque bem, desde o início torcemos por Lucy! hahaha). Porém, lembro também do sentimento de ficar com o coração apertado com o caminho que se é tomado no clímax que somos apresentadas no início, confesso que fiquei desesperada :P Gregory se mostrou sim, ser um romântico declarado, mas também me irritou em certas partes, o que não o fez ser um dos meus favoritos da série. Mesmo com todos os elogios para o casal (a coragem de Lucy e a determinação do Gregory), nem de longe é o melhor da série, principalmente por se tratar do "final" (já que temos o Happily ever after <3), creio que deveria ser mais, entende?
    É cheio de emoções? É, mas não um dos melhores.
    Parabéns pela resenha!
    Beeijos

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    1. Oiii Ruhh que bom que gostou, mto obrigada. E concordo com vc plenamente, tbm não é meu casal favorito até pq tbm me irritei em algumas partes até mesmo com a Lucy (fico muito angustiada quando a personagem está com problemas e guarda pra si, além de resolver logo XD mas assim não teria história né hahah enfim) eu senti a necessidade do "mais" tanto no penúltimo livro como neste, porém eu fiquei analisando como cada história aborda diferentes tipos de amor e sempre é difícil superar o que você mais gosta né hahaha me sinto assim <3 mas fiquei com coração partido, mesmo tendo o Happily Ever After pq né não tem mais...tipo acabou, espero muito ter um dia uma produção dos Bridgertons pra tv (mas uma produção boa de verdade) renovaria tds os sentimentos e emoções que essa série trouxe pra mim >.<
      Beijosss!!!!

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