[Resenha] O Crime do Vencedor


Resenha: O Crime do Vencedor (segundo volume Trilogia do Vencedor)
Autora: Marie Rutkoski 
Editora: Plataforma 21
360 páginas
Faz tempo que li o primeiro volume da Trilogia do Vencedor, sendo a melhor leitura que tive em 2017. Foi amor a primeira vista, até porque a trama é carregada por uma combinação que adoro: conspiração, amor, intrigas, traição e batalhas. Apesar de ter demorado dois anos para ler a continuação, a história e o desfecho do primeiro livro permaneceram comigo ao longo dos anos. E posso dizer que o segundo volume foi tão maravilhoso quanto o primeiro.


Não vou adentrar na história deste volume para evitar spoilers, mas vou relembrar a vocês de forma bem sucinta o tema principal que envolve essa história, antes de abordar minhas impressões gerais sobre esse segundo volume.

Arin é um herrani e Kestrel uma valoriana, dois personagens com vidas distintas e culturas diferentes. O amor ali seria uma palavra proibida, o amor ali seria uma traição contra seu próprio povo. No primeiro volume, o povo herrani é escravo do povo valoriano. Kestrel é uma jovem nobre, filha de um importante general e compra Arin para ser seu escravo. Contudo, a jovem não terá que lidar apenas com um amor proibido, mas também com uma conspiração contra seu povo, que lamentavelmente Arin faz parte. Neste segundo volume somos apresentados a novos cenários e personagens. A autora nos mostra a amplitude desse universo e expõe a verdadeira situação que se encontra cada cidade e sociedade. 


“Kestrel havia esquecido. Ela achava que lembrava bem demais dos traços do roso dele. Seu ar inquieto quando ficava parado. A maneira como olhava fundo nos olhos dela, como se cada simples olhar fosse uma decisão irrevogável.” 

“O sangue dela parecia coberto de pólvora negra. Como ela poderia ter esquecido como era arder feito um pavio diante dele?”


Um dos aspectos que mais me chamou atenção foi o fato de não ter me sentido perdida, afinal eu li a continuação um bom tempo depois. A escrita de Rutkoski é super envolvente e em muitos momentos ela relembra o leitor situações que ocorreram no primeiro volume. A autora descreve muito bem os sentimentos e emoções de suas personagens, fazendo com que o leitor se torne próximo e íntimo de Arin e Kestrel. Eu sofria ao lado deles, toda a agonia e aflição de viver um amor proibido e não poder fazer nada, afinal vidas estavam em jogo. Muitas vezes fiquei indignada com Kestrel devido a sua falta de confiança em Arin, por mentir pra ele e enganar seus sentimentos, porém entendo também que, para ela, essa era a melhor forma de protegê-lo. Em minha opinião, neste livro tanto Kestrel como Arin passam por uma transformação e processo de amadurecimento, cometendo mais erros do que acertos e participando de um jogo que é muito mais perigoso e letal do que eles possam imaginar. 

“Não me importo de ser uma mariposa. Não duvido que eu começasse a comer seda se isso me permitisse voar.” 


 “Ás vezes, achamos que precisamos de uma coisa, quando o que precisamos é deixa-la para trás.”

“A verdade das coisas, ela estava passando a entender, carregava um peso que as pessoas eram capazes de sentir.”


“Enfrente o perigo antes que ele enfrente você.”

O que eu posso dizer deste volume? Envolvente, intrigante e emocionante. Nunca sofri tanto para ver dois personagens juntos. Marie Rutkoski sabe mexer com nossas emoções, uma história repleta de reviravoltas, com uma narrativa primorosa, leitura fluida, personagens bem construídos e um desfecho sensacional que faz você pular diretamente para o próximo livro. Super recomendo! 

Eloise G.F

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