Resenha: Bela Maldade


Bela Maldade
Autora: Rebecca James
Editra: Intrínseca
299 páginas


Um thriller psicológico, repleto de mistérios, onde a crueldade não tem limites.

Katherine Patterson é uma adolescente com um grande mistério sobre seu passado.  Antes era uma jovem rica, popular e festeira, vivia uma vida perfeita, mas tudo isso fica pra trás após uma tragédia abalar a estrutura de sua família e de sua vida. Ela decide morar sozinha numa nova cidade, com a intenção de viver discretamente, sem amigos, sem se destacar em nada, em completo anonimato.


Entretanto, seus planos não saem como planejado, sua vida muda completamente ao conhecer Alice Parrie, uma garota popular, linda, adorada e admirada. Ela também se encanta com Alice e se envolve com essa nova amizade, que acaba se tornando uma luz na escuridão em que ela vivia. E assim, aos poucos, Katherine retorna a uma vida mais sociável. Ela também acaba conhecendo Robbie, um rapaz fofo, que é apaixonado por Alice e que se torna um grande amigo seu.

No entanto, sua nova amizade está longe de ser uma garota normal, ao mesmo tempo que Alice é encantadora, é também extremamente perversa e egocêntrica. De princípio, Katherine percebe que sua amiga tem seus momentos sombrios, mas devido ao grande carinho que tem por ela, acaba tolerando algumas coisas- pra mim, tolera até demais. Na verdade, é um pouco difícil de compreender Alice, por ela ser uma pessoa que consegue enganar e manipular os outros com muita facilidade, entretanto, o mais difícil é tentar se distanciar dela, e  Katherine sente isso na pele, sua amiga não é uma garota que aceita ser rejeitada e isso acaba se tornando um grande problema.

O livro é divido em duas partes e apresenta uma narração interessante que é descrita pela própria protagonista. Os capítulos não são dispostos em ordem cronológica e a trama é dividida em três momentos distintos: A história central que gira em torno de algo que já aconteceu, que retrata o momento que Katherine conhece e se torna amiga de Alice, todos os momentos bons e ruins dessa amizade e outras experiências que ela vivencia com outros personagens; há também os flashbacks do seu passado trágico, onde o leitor acompanha toda sua dor e culpa, como também passa a notar e compreender toda a mudança da personalidade e modo de vida da protagonista; e há também os flashforwards que são os momentos mais futuros diante da história central- seria, nesse caso, o presente de Katherine. Eu acho muito divertido o uso desses elementos, pois desperta uma curiosidade em saber o que aconteceu em seu passado e também como foi que o futuro dela ficou daquele jeito, -afinal, a história já inicia com uma revelação intrigante.
“O problema com as palavras é que , por mais que façam sentido, em teoria, elas não conseguem mudar o que sentimos.” – pg 247

Foi um livro que eu devorei e me emocionei, achei a leitura muito agradável, o leitor se sente bem próximo da personagem principal que possui uma caracterização bem realista. Já faz um tempo que eu li essa obra, mas tinha feito uma resenha após a leitura de tanto que eu gostei da história, e hoje que tenho um blog resolvi dar uma revisada e compartilhar esse livro com vocês. Super recomendo!


G.F




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