Resenha: O Duque e Eu


O Duque e Eu – série Os Bridgertons -  Vol 1
Autora:Julia Quinn
Editora: Arqueiro
288 páginas

É sempre comum eu terminar de ler um romance e sentir uma imensa vontade de ler mais um. Claro que não foi diferente com Jane Austen e seu livro “Orgulho e Preconceito”, que me encantou de tal maneira que antes mesmo de terminar, eu sabia que precisava de mais!

Daí, caro leitor, você pode se perguntar: Ué mas não estamos falando de Julia Quinn? O que tem a ver o romance de Jane Austen com o Duque e Eu?” Bom, para minha pessoa há uma grande ligação, e não estou falando de semelhanças ou diferenças ou comparações, nada disso, é algo mais pessoal, vamos dizer assim (risos). Ao ler “Orgulho e Preconceito”, eu fui pesquisar mais sobre a Jane Austen e estava decidindo com meus botões qual seria o próximo livro dela que gostaria de ler. Pesquisa vai e pesquisa vem, me deparei justamente com o primeiro volume dos Bridgertons, e por algum motivo esse livro me chamou atenção. Assim, decidi ler um pouco, só que esse pouco se tornou o livro todo, pois não consegui parar e quando percebi eu já estava envolvida com a história de Daphne e Simon. E o que posso afirmar é que fiquei fascinada com esse casal.



A história se passa no início do século XIX, e retrata a temporada de bailes e festas da sociedade londrina. Esse é o momento ideal para as jovens debutarem ou as que ainda estão solteiras irem em busca de um bom partido. Daphne é uma dessas jovens. É a filha mais velha (das meninas)  da família Bridgerton, e vive com seus sete irmãos e sua mãe Violet.
Ela é uma garota inocente, assim como a maioria das mocinhas que se encontram na série, ou seja uma moça de família muito respeitada, honrada e muito bem educada- e claro jamais tocada por um homem, pois isso é algo que poderia gerar uma grande fofoca e destruir a reputação para sempre de qualquer moça que pretende se casar. Daphne também é muito simpática, alegre, perspicaz e muito bem humorada, simplesmente acho impossível não gostar dela e olha que tem mocinhas em romances que podem ser muito irritantes, mas não a Daphne. Ela é decidida, determinada e muito inteligente, porém apesar de apresentar  tantas qualidades, estava com dificuldades para encontrar um marido, pois muitos que ela consideraria  razoáveis não estavam interessados nela. E os que estavam, bom, ela não conseguia imaginar passar a vida toda com eles,  afinal ou eram muito velhos ou não muito inteligentes. Mas muita coisa mudou quando Daphne conhece Simon Basset.


Simon é o duque de Hastings – um duque de arrancar suspiros- um jovem rico, irresistível e solteiro, que depois de viver por seis anos no exterior ele retorna a Londres, e se torna alvo fácil das mamães casamenteiras. Entretanto, além de possuir a fama de libertino¹, ele não acha necessário se casar e construir uma família. Portanto, para afastar essas solteironas e mamães de seu caminho, acaba por propor um acordo com ninguém menos do que Daphne. O acordo é bem assim : Ele finge cortejá-la, e isso desperta a curiosidade e interesse de outros pretendentes para ela, enquanto ele consegue se manter longe da mães e filhas desesperadas para casar, ou seja, ambos ganham com isso. Mas, há um porém, eles vão se conhecendo cada vez mais e despertando interesse e desejo um pelo outro,- e isso pode ser um problema.

O que mais me encantou é que a autora retrata o romance com muitos detalhes, o encontro entre eles -do primeiro ao último do livro- é de perder o fôlego. É uma história repleta de romance, com situações engraçadas,- que inclusive se encontram presentes nos outros livros da série e que é um ponto que eu admiro muito na autora -, e conflitos que te deixam com coração na mão. E tudo isso disposto na dose certa e no seu momento certo.



Além do casal principal, a história apresenta, mesmo que pouco, a família Bridgerton. Uma família cativante e animada, com um relacionamento tão lindo e divertido entre eles, que faz você querer ser um Bridgerton (risos). Ao ler o primeiro volume eu fiquei bastante curiosa por conhecer mais sobre a família e ao ler os outros livros da série posso afirmar que, em cada leitura, você vai se apaixonar ainda mais por eles- bom sou suspeita em falar isso, mas foi exatamente como eu me senti (risos).


E claro, não posso esquecer de mencionar outro personagem adorável -odiada por alguns- e um dos meus favoritos que é a Lady Whistledown e suas crônicas divertidas sobre a sociedade londrina. Sério, ninguém é poupado de seus comentários. Cada capítulo inicia com uma de suas fofocas publicadas no jornal, e você se  pergunta: Mas como ela descobriu tal informação? E assim um mistério que envolve a série se inicia: quem é ela?


“Os Bridgertons são, de longe, a família mais fértil da alta sociedade. Essa qualidade da viscondessa e do falecido visconde é admirável, embora se possa dizer que suas escolhas de nomes para os filhos sejam bastante infelizes. Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. É claro que a organização é sempre algo benéfico, mas seria de esperar que pais inteligentes fossem capazes de manter os filhos na linha sem precisar escolher seus nomes em ordem alfabética. [...]” CRÔNICAS DA SOCIEDADE DE LADY WHISTLEDOWN, 26 DE ABRIL DE 1813- pg 15-16

É um romance encantador, com seus momentos engraçados e divertidos, e com personagens adoráveis. Eu adorei a forma que Julia Quinn escreve e da vida aos seus personagens, é uma leitura muito agradável. Outro ponto que amei é que no início do livro tem a árvore genealógica da família apresentando também os próximos livros da série,- o que me fez ficar cada vez mais curiosa e querer devorar todos. No final de cada livro há um epílogo que é muito gostoso de ler, pois fala sobre acontecimentos futuros da história, onde você termina de ler o livro mas enxerga um pouco mais além da vida dos personagens, é uma parte do livro que mesmo pequena é cativante. 



Eu simplesmente ADOREI as capas dos livros produzidos pela Editora Arqueiro, achei tudo a ver com o clima da história. Gostei também da diagramação e do papel. Estão de parabéns!

Quando comecei a ler o volume um, não tinha notado de princípio que seria uma série- especificamente uma série em torno dos Bridgertons, pois como falei no início desta resenha, eu comecei a ler por impulso, não estava planejando iniciar uma série, então nem me preocupei se estava lendo uma de fato ou não - e durante a leitura ao perceber que haveria outros títulos fiquei muito empolgada, porém cheguei a pensar que nada, absolutamente nada, poderia superar esse livro, pelo qual estava totalmente envolvida e apaixonada. Quando terminei, chegou a dar aquela tristeza de fim de livro, sabe? Até conhecer o casal Anthony e Kate, e o “Visconde que me Amava” entrou pro topo da minha lista de romances favoritos. E semana que vem estarei falando sobre esse livro sem falta.



G.F

1- Libertino: Devasso, Dissoluto, Licencioso ("libertino", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).

2 comentários

  1. Ooi! Antes de tudo: suspiros, suspiros, suspiros.
    Pronto, já estou me recuperando rs Tudo bem?! Eu encontrei por acaso o seu perfil no instagram, e me apaixonei por sua criatividade nas suas fotografias. São belíssimas e exatamente no clima dos romances de época! Parabéns ^-^
    Sobre a resenha e esse casal: li a série em poucos dias (certo, faltam dois livros: o da Francesca e do Benedict, estou receosa de não gostar, apesar de que o livro do Gregory me decepcionou um pouco, principalmente porque fora o que fechou essa série maravilhosa), e assim como você, encontrei pesquisando e lendo resenhas. No início eu estava hesitante, pois nunca fui muito de ler os romances de época, mesmo que eu sempre tenha sido apaixonada pelas belas histórias contadas, além de assistir aos filmes, claro. Mas, nunca fui de ler bastante esse gênero, sabe? Então, depois desse episódio de ler ou não ler, acabei dando a chance e quando comecei... Não consegui parar!
    Quinn me conquistou de uma forma avassaladora e seus personagens mais ainda. Tratando somente sobre Daphne e Simon, esses dois são uns amores, apesar de Colin e Penelope serem meus eternos personagens favoritos da série, "O Duque e eu" me conquistou bastante também, principalmente por causa do "segredo" e trauma do Simon, que fez-me sorrir bobamente e até, tristemente. O que ele passou foi uma barra bem pesada, mas ainda bem que Daphne é tão esperta e inteligente, além de amorosa e fiel. Esse casal, mesmo que diferentes em alguns aspectos, me marcou e eu gostei da forma como o romance não foi do tipo "oi, já te amo!", sabe? Foi aos poucos, foi a cada novo capítulo, com o desejo crescendo, com o interesse já ultrapassando os limites e mais: a escolha do amar. Pois, pelas situações que eles passam, a escolha foi a principal amiga dos personagens.
    Essa família é incrível, e como você disse, dá vontade de fazer parte! rs E eu gostaria de fazer parte sendo a esposa do Colin (brincadeira!) hahaha
    Ótima resenha! Estarei visitando mais o seu cantinho, que é bem acolhedor, viu? Parabéns pelo blog.
    Beeijos
    Blog Thoughts and Adventures

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muitíssimo obrigada pelo comentário!!! Não hesite em ler o da Francesca ou do Benedict pq ambos são muito muito bom também :D Julia Quinn tem uma forma única de escrever, adoro os outros romances de época escritos por outras autoras também, porém ela me conquistou de uma maneira que não tenho como descrever. Entendo perfeitamente seus sentimentos <3...Simon e Daphne...ela começou essa série dá melhor maneira possível. Daphne é uma personagem encantadora né, mulher forte e determinada e assim como todo Bridgerton, divertida e engraçada. Simon nem precisa dizer,é um fofo, amo demais ele. Meus preferidos são Anthony e Kate, mas tenho um imenso carinho pelo O Duque e Eu que me levou a conhecer essa série maravilhosa e o universo de romances de época. Continue acompanhando aqui!!!! Obrigada pelo comentário!!!! <3

      Excluir

Topo